
O vazio sanitário da soja em Mato Grosso inicia nesta segunda-feira (8). Até o dia 6 de setembro é proibida a presença de plantas vivas da oleaginosa em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento, bem como locais passíveis de germinação espontânea.
O vazio sanitário, onde em um período de no mínimo 90 dias é proibido o plantio da oleaginosa, tem o objetivo de reduzir o inóculo de ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.
O calendário fitossanitário para a safra 2026/27 foi oficializado por uma nova Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). O cronograma da temporada 2026/27 é o mesmo do ciclo anterior. Ou seja, após o término do vazio sanitário, a semeadura da soja estará autorizada no estado entre os dias 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.
A principal obrigação dos agricultores ao longo dos próximos três meses é a eliminação das plantas “guaxas” ou voluntárias, que nascem de forma espontânea nos campos após a colheita. A ausência de vegetação viva quebra o ciclo de reprodução do fungo Phakopsora pachyrhizi.
A ferrugem asiática está entre as doenças mais graves na cultura da oleaginosa. E é responsável por perdas expressivas, podendo chegar a uma redução de 90% na produção.
“O não cumprimento das exigências estabelecidas pode acarretar medidas administrativas, como notificações, eliminação das áreas irregulares, aplicação de multas e outras sanções previstas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, frisa o analista técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa.
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