MONITORAMENTO

Ampa alerta para pressão de "mela" nas lavouras de algodão

Até o dia 20 de fevereiro Mato Grosso registrava 99,45% da área semeada com algodão

Algodão Pluma foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso 1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O plantio do algodão em Mato Grosso está praticamente encerrado. 99,45% da área estimada já recebeu as sementes e as lavouras implantadas apresentam, conforme a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), bom estande e desenvolvimento considerado satisfatório. Entretanto, a entidade alerta a necessidade de atenção para a forte pressão da doença conhecida como “mela” (Rhizoctonia solani).

O relatório de semeadura, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) no último dia 20 de fevereiro, revela que o trabalho nas lavouras de algodão avançou apenas 1,42 ponto percentual. Além disso, o cultivo, quando comparado com o ciclo 2024/25, está 0,48 ponto percentual atrasado. Já a média das últimas cinco safras é de 98,05%.

Segundo o Instituto, ao longo da semana, o que chamou a atenção foi “a dificuldade no avanço da colheita da soja devido às condições climáticas, o que tem limitado a semeadura do algodão de segunda safra em alguns municípios”.

A região Médio-Norte é a mais adiantada com 99,85% do algodão semeado, seguida do Oeste com 99,82%, Centro-Sul com 99,39% e o Noroeste com 99,37%. Já as regiões Sudeste e Nordeste plantaram até o dia 20 de fevereiro 98,70% e 98,26% de suas respectivas áreas.

Manejo fitossanitário intensificado no algodão

Além da “mela”, favorecida pelo encharcamento do solo, e que causa perdas localizadas e aumento dos custos operacionais, a Ampa chama a atenção quanto a necessidade de um manejo fitossanitário intensificado também para pragas recorrentes, como bicudo-do-algodoeiro, mosca-branca, lagartas do gênero Spodoptera, tripes, pulgões, a fim de evitar um aumento populacional nas lavouras.

“Apesar das limitações climáticas, o controle permanece dentro da normalidade, com adoção de manejo integrado e práticas culturais como eliminação de tigueras e instalação de armadilhas”, salienta a Associação.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.