INOVAÇÃO

Propriedade intelectual e comercialização de sementes movimentam debates na cadeia sementeira

Reconhecimento da inovação genética e novos modelos de mercado estarão entre os temas discutidos por empresas, entidades e governo em Rondonópolis

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Foto: Aprosmat/Divulgação

A proteção da propriedade intelectual e as transformações na comercialização de sementes estão entre os temas que têm mobilizado discussões dentro da cadeia sementeira brasileira. Os assuntos envolvem desde o reconhecimento da inovação genética até os desafios de levar novas tecnologias ao produtor rural.

Os debates estarão em pauta durante a quinta edição da Feira Brasileira de Sementes (Febrasem), que será realizada pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat) nos dias 17 e 18 de junho, em Rondonópolis, reunindo representantes de empresas, entidades setoriais e órgãos públicos.

Com o tema “A semente é o elo”, a programação contará com painéis voltados aos desafios e às perspectivas para o segmento nos próximos anos.

Entre os assuntos previstos estão os impactos da propriedade intelectual para o negócio de sementes e as tendências que devem influenciar o futuro da comercialização no setor.

Reconhecimento da inovação

Para Fernando Michel Wagner, gerente executivo de Negócios Institucionais da GDM Seeds, o debate em torno da propriedade intelectual demonstra a evolução das discussões dentro do agronegócio.

“Esse é um tema que está em discussão dentro dos movimentos do agronegócio e muitas vezes apesar das discussões serem acaloradas, penso que isso mostra maturidade”, pontua.

Na avaliação do executivo, o Brasil já ocupa posição de destaque mundial em áreas como genética e produtividade, mas ainda precisa avançar em mecanismos que acompanhem a dimensão alcançada pelo setor.

O tema será debatido por representantes de empresas, entidades e governo, entre eles Catharina Pires, da Croplife; Augusto Moraes, da Corteva; Carlos Goulart, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Fernando Prudente, da Bayer; Ronaldo Troncha, da Abrasem; e Lucas Silva, da BASF.

Mudanças no mercado

As transformações na forma de comercialização de sementes também estarão no centro das discussões. O tema reúne empresas do segmento em um cenário marcado pelo avanço da digitalização, da integração de dados e da busca por maior eficiência produtiva.

Marcelo Batistela, vice-presidente da BASF Soluções para Agricultura no Brasil, destaca que os ganhos de produtividade e sustentabilidade passam pela inovação desenvolvida a partir das sementes.

“Produzir alimentos e energia renovável com mais eficiência, menos uso de recursos e maior resiliência passa, necessariamente, pela inovação em toda a cadeia produtiva, e tudo começa na semente, que define esse potencial. É nela que a ciência vem concentrando cada vez mais avanços capazes de impulsionar a produtividade e a sustentabilidade em escala”.

Conforme Batistela, a inovação não está relacionada apenas ao desenvolvimento de novas tecnologias, mas também à forma como essas soluções chegam ao produtor rural.

“Porém, em um cenário cada vez mais desafiador para a agricultura, inovação não é apenas tecnologia; é também a forma como as soluções chegam ao produtor, de maneira mais integrada, conectada e orientada por dados. Essa combinação é o que sustenta a resiliência do agricultor brasileiro e permite ao Brasil fortalecer sua liderança no agro global”, destaca.

Também participarão do debate Francisco Soares (TMG), Frederico Barreto (Syngenta Seeds), William Weber (Corteva), Ignácio Rosasco (Stine), Fábio Passos (Bayer) e Júlio César Poletto (GDM Seeds).


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