ECONOMIA

Mato Grosso adere a auxílio federal para conter alta do diesel

Estado deve investir R$ 100 milhões em subsídio de 60 dias para reduzir impactos da crise dos combustíveis no transporte e alimentos

Preço óleo diesel em Mato Grosso disparada conflito oriente médio foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso confirmou a adesão à proposta do Governo Federal para subsidiar o preço do diesel importado até o final de maio. O mecanismo prevê um auxílio de R$ 1,20 por litro, com os custos divididos em partes iguais entre a União e os cofres estaduais.

A medida busca atenuar a instabilidade nos preços provocada pelo cenário internacional. Para viabilizar o desconto nas bombas e conter a inflação, o Estado estima um impacto financeiro de aproximadamente R$ 100 milhões durante o período de vigência da política.

A decisão foi discutida no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Durante o encontro, representantes estaduais e do Ministério da Fazenda debateram a viabilidade técnica e os prazos de implementação da medida em todo o território nacional.

Impacto financeiro

Segundo o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, a iniciativa é uma tentativa de blindar setores estratégicos. “É uma contribuição do Estado de Mato Grosso na tentativa de conter os impactos da guerra nos preços dos combustíveis e os reflexos disso na economia, especialmente no transporte e no preço dos alimentos. Para Mato Grosso, o custo estimado será de aproximadamente R$ 100 milhões nesses dois meses”.

Apesar da adesão imediata, o governo estadual descarta a possibilidade de manter o subsídio por conta própria após o prazo estipulado de dois meses. A manutenção da política dependeria exclusivamente de recursos federais.

“Mato Grosso não tem condições de estender essa medida além dos 60 dias. Caso seja necessária a prorrogação, a União deverá assumir integralmente o custo da política, já que se trata de uma decisão de âmbito nacional e que impacta todos os estados”, afirmou o secretário.


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