
Mato Grosso confirmou, nesta sexta-feira (16), um novo caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como gripe aviária, em uma propriedade rural de Acorizal. O foco foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) após o proprietário acionar o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT) devido à morte súbita de aves de subsistência. O estado já estava em alerta e sob decreto de emergência zoossanitária desde o final de dezembro.
Este é o segundo registro da doença em curto intervalo no Estado, que já cumpre decreto de emergência zoossanitária desde 24 de dezembro devido a um caso em Cuiabá. As amostras que confirmaram a contaminação em Acorizal foram analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) em Campinas (SP), referência nacional para o diagnóstico da doença.
Para blindar a economia e a saúde animal, o Indea-MT enviou 30 servidores que trabalham em regime de plantão 24 horas. O grupo tem o apoio da Polícia Militar para controlar o fluxo de pessoas, veículos e equipamentos, evitando o transporte involuntário do vírus para fora do perímetro crítico.
Protocolo de erradicação e barreira sanitária
As medidas de contenção são severas e seguem protocolos internacionais de defesa sanitária. O Indea-MT iniciou o abate sanitário de todas as aves da propriedade e o posterior descarte em valas higienizadas. Além da limpeza profunda das instalações, o órgão estabeleceu dois anéis de proteção: uma zona perifocal de três quilômetros e uma zona de vigilância que se estende por um raio de dez quilômetros ao redor do foco.
Impacto econômico e consumo humano
A preocupação das autoridades reside na proximidade com o setor industrial, embora, até o momento, a produção comercial de Mato Grosso não tenha sido atingida. O Indea-MT reforça que o episódio é isolado em aves de subsistência, o que, por regra, não altera o status sanitário do Estado para exportações.
Em nota, o Instituto tranquilizou a população sobre a segurança dos alimentos. “Não há risco à saúde humana pelo consumo de carne de frango ou ovos”, destacou o órgão. O fornecimento desses produtos segue normalizado e seguro para os consumidores.
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